curatorial work

"O corpo de Luís Só - artista gaúcho residente do Ouvidor 63 desde 2014 - irá ocupar durante quatro dias esse espaço institucional não destinado à moradia. Assumindo a ideia de “produção artística” no sentido do “fazer” e o exercício do trabalho como o motivo central da obra, o artista vale-se de seu próprio corpo para evidenciar uma relação entre o processo, a arte e a sua própria vida. 
Os elementos presentes neste espaço constituem por um lado o presente pragmático da vida de Luís, enquanto que por outro relatam parte de seu passado, memórias de infância e imaginários do subconsciente. “Exercício da fé” apresenta o valor simbólico e físico que tem a presença de nossos corpos em relação a novos contextos - sejam estes geográficos ou institucionais - e o ato de ocupação como pesquisa estética."

Ciclos de bate-papos
II Bienal de Artes Ouvidor 63

Laboratório de Curadoria

Mediação e curadoria: Paula Monroy
São Paulo

2018

Com o intuito de estabelecer pontes no discurso e na prática, o Laboratório de Curadoria da II Bienal de Artes Ouvidor 63 foi desenvolvido mediante uma série de encontros entre residentes, visitantes, curadores e curadoras como Mirtes Marins de Oliveira, Agnaldo Farias, Jorge Bassani, Guilherme Wisnik e Diane Lima. A presença destes agentes no contexto da Ocupação, propiciou o intercâmbio de conhecimento, abordando questões como a autogestão, o paradoxo entre institucionalização e independência, estéticas de escassez e a ocupação de espaços urbanos subutilizados. 

Da mesma forma, o acompanhamento dos trabalhos foi desenvolvido a partir de conversas individuais e coletivas, com o intuito de veicular trabalhos permeados por divergências, obstáculos organizacionais e outros fatores inerentes a um espaço de múltiplas subjetividades.

XIX Bienal de Arquitectura de Chile

Curadoria: Grupo Arquitectura Caliente 
Coordenação mostra: Paula Monroy
Parque Cultural de Valparaiso, 2015

En la reciente XIX Bienal de Arquitectura y Urbanismo de Chile, se premiaron seis publicaciones impresas en la respectiva sección dentro de la muestra profesional. Según Paula Monroy -coordinadora de la sección- esta selección es la traducción de "una creciente inquietud [sobre] reflexionar en torno al impacto y responsabilidad que ha adquirido la disciplina de la arquitectura" a raíz de la efervescencia nacional en temas como la heterogeneidad territorial, y las demandas sociales, económicas, culturales y políticas.

Con la intención de propiciar "un espacio para la crítica, opinión y concientización responsable entre sus actores", seis fueron las categorías contempladas en esta sección (revistas, monografías, tesis, investigación, ensayo y autobiografía) [...].

(Texto de Nicolás Valencia, In: "Crítica, opinión y concientización: XIX Bienal de Chile presenta sus seis publicaciones premiadas", 2015)

Exercício da fé

Artista: Luis Só.
Curadoria: Paula Monroy
Ocupação na Red Bull Station

II Bienal de Artes Ouvidor 63

2018

São Paulo, Ciudad invitada
XXI Bienal de Arquitectura de Chile

Curadoria: Paula Monroy
Organização: Escola da Cidade

Barrio Franklin, Santiago de Chile

2019

No contexto da XXI Bienal de Arquitetura do Chile, “Feria Libre de Arquitectura”, cujo tema central foi “o comum e o ordinário”, a cidade de São Paulo foi convidada para fazer parte da mostra permanente mediante a seleção de 21 trabalhos que reflexionassem sobre a classe média paulistana.
Destacaram obras como o edifício do Sesc 24 de Maio do escritório MMBB e Paulo Mendes da Rocha, o restaurante social Refettorio Gastromotiva do Metro Arquitetos, a publicação “Aprendendo a Viver na Cidade” de Beatriz Vanzolini e Arq. futuro, a pesquisa “Cidade Distribuída: fundamentos para um novo modelo de urbanidade” de Caio Vassão e o projeto de graduação “Um patrimônio habitado: Edifício Japurá”, desenvolvido por um grupo de estudantes da Escola da Cidade.

Diálogos y límites
XXI Bienal de Arquitectura de Chile

Curadoria: Paula Monroy
Realização: Marcella Arruda, Helena Cavalheiro,
alunas e alunos Escola da Cidade

Barrio Franklin, Santiago de Chile

2019

Instalação temporal e ciclo de palestras que deram lugar a São Paulo como cidade convidada da XXI Bienal de Arquitectura y Urbanismo de Chile, num antigo galpão de curtume.

Partindo do conceito de “classe média paulistana”, a proposta abordou as contradições próprias desse grupo social, atualmente fragmentado entre populações empobrecidas e elites. Arquiteturas permanentes e práticas urbanas temporais que emergem no território mediante os recursos que se tem à mão e diversos níveis de negociação social.  

A estratégia de ocupação espacial no local baseou-se na utilização de um único material: a tela fachadeira para o restauro do edifício Copan, que nunca se concretizou. Material banal, descartável e inicialmente colocado de forma temporal que acabou cobrindo durante anos este símbolo arquitetônico modernista —projetado para acolher tanto à classe trabalhadora quanto à burguesia dos anos 1950— e tornando-se parte importante da paisagem urbana da região central da cidade.

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paula monroy

arquiteta pesquisadora

researcher architect